Coordenadas: 6°04’50” S / 36°24’10” W

Município: Cerro Corá

Descrição: O Geossítio Vale Vulcânico está situado 15 km a SW do centro de Cerro Corá, na borda sudeste da Serra de Santana. O acesso ao local é feito por estradas não pavimentadas que levam a uma trilha turística. Esta trilha com cerca de 2 km dá acesso ao leito do Riacho da Pedreira, onde são encontradas rochas vulcânicas. Da trilha observa-se o relevo da região denotado pela escarpa erosiva da Serra de Santana, cujo topo plano representa um platô em rochas sedimentares da Formação Serra do Martins. Em alguns pontos ao longo da trilha existem mirantes para observação da paisagem.

No início da descida da trilha observam-se arenitos grossos a muito grossos, de cores avermelhada (aspecto ferruginoso) e cinza esbranquiçada da Formação Serra do Martins. Já próximo ao referido riacho aparecem micaxistos bastante foliados (10º/45ºNW), enriquecido em biotita (Formação Seridó). No Riacho da Pedreira (final da trilha) afloram basaltos sob a forma de plug. Estes são de cor preta a cinza escura, com textura vesicular e raros xenólitos de peridotitos. Os principais minerais encontrados nessas rochas vulcânicas são olivina, clinopiroxênio e plagioclásio.

O corpo vulcânico apresenta um formato alongado segundo a direção NW-SE, sendo cortado por drenagens controladas por falhas, as quais moldaram íngremes paredões de basalto (conhecidos na região como Muralha Vulcânica), segundo aquela mesma direção. No topo do plug (em torno de 600 m de altitude), encontra-se grande quantidade de blocos de basalto que são movimentados em direção a encosta, formando um depósito de talus expressivo. Os blocos já apresentam arestas desgastadas, gerando isoladas manchas de solo, denunciando processos de alteração da rocha basáltica. O corpo encontra-se em contato com os micaxistos da Formação Seridó, exibindo xenólitos das rochas encaixantes. As feições mais comumente observadas são disjunções colunares de médio porte, por vezes verticais, horizontais, inclinadas e até encurvadas. Estes basaltos possuem idade de 27 milhões de anos, pouco mais velho do que os basaltos do Pico do Cabugi, com 25 milhões de anos (Figuras 22 a 27) (Menezes, 1999; Diniz, 2003; Silveira, 2006; Alexandre, 2006).